sexta-feira, 18 de novembro de 2011

imagem disponivel em: http://sandra-geosandra.blogspot.com/2010/03/chegada-dos-portugueses.html


O estudo da História do Brasil se inicia por volta do 5ª ano, e é muito interessante saber sobre a chegada dos portugueses em 1500 e sobre como ocorreu o “descobrimento” do país.
Mas, e como era a vida antes de 1500? O Brasil foi realmente descoberto?, ou foi invadido? A Terra era sem dono, ou ficou sem dono depois que os portugueses chegaram aqui?
Ao tentar responder estas perguntas  o ensino de História se restringe a passar somente os conhecimentos que favoreçam uma determinada classe de poder, e ainda que mostrem que os índios sofreram com essa invasão, isso aparece de forma superficial, não aprofundando sobre os reais acontecimentos e a desvalorização da cultura dos índios.
Segundo historiadores, habitavam o Brasil cerca de 5 milhões de índios, antes dos portugueses chegaram nesse território, que se dividiam em tribos segundo a sua variação linguística: tupi-guarani (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
Antes de “descobrirem” o Brasil, já havia aqui estabelecido uma forma de vida, com relações pessoais, rotinas, e tudo o que compõem uma organização social, e os índios não precisavam de ninguém para chegar ao território deles e mudar toda a estrutura da vida que eles tinham.
O contato entre índios e portugueses foi embasado pelas estranhezas, pois eram culturas completamente diferentes, e percebendo a falta de preparação dos índios, os portugueses começaram a explorar o pau-brasil, e a escravizar os índios ou utilizar o escambo em troca de mão-de-obra, oferecendo-lhes coisas que para a cultura portuguesa eram sem valor, mas que iludiram os índios, como espelhos, apitos, colares e chocalhos.
E cada vez os portugueses exploravam mais terras brasileiras, e para isso começaram a usar de violência com os índios, por vezes os matando. Esse comportamento seguiu por séculos, e foi a causa da exterminação da maior parte dos índios que aqui viviam.
A cultura indígena era vista pelos portugueses como algo grosseiro e inferior, e por isso eles se achavam no direito de dominá-los, sentindo-se superiores. E acreditavam que a função deles era converter os índios para o cristianismo e faze-los seguirem a cultura europeia, tirando assim a identidade do índio.
A escravidão e o uso da violência e da dominação traz a negação do caráter do cidadão e de dignidade. O ser humano não é valorizado pelas diferenças, mas sim pelas permanências impostas pela sociedade que só visa o lucro.
A história dos índios já foi muito sofrida, e resultou na extinção de muitas tribos, e a educação ao invés de tentar amenizar esse sofrimento, dando reconhecimento para o índio, faz com que o mesmo seja mais desvalorizado, ao estuda-lo de forma superficial, pois durante os estudos da colonização do Brasil a evidência é dada para os portugueses – dominantes- e não para os dominados. Falando somente da cultura indígena no dia do índio, e ainda trazem somente algumas características que não trazem a identidade deste povo.
A sociedade é egoísta, e só pensa no seu próprio bem-estar, ninguém se preocupa com o outro, e é por isso que vemos essa desvalorização em massa. A classe dominante que aparece é sempre a mesma, homens, brancos e poderosos. As mulheres, crianças, os negros, índios, os pobres e qualquer outro grupo social são extintos dos direitos comuns a todos. A Lei assegura direitos igualitários para todos, mas a realidade se distancia do papel escrito, e causa muito sofrimento, tornando cada vez mais difícil à convivência, evidenciando a intolerância.

THALITA JENIFER

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diversidade na escola



A música "A ciranda da bailarina" de Adriana Calcanhoto, nos mostra exatamente qual é o nosso ideal ao pensarmos na criança em sala de aula, aquela que é perfeita sem erros e sem defeitos.
Por vezes os futuros educadores quando saem das faculdades idealizam suas crianças; de forma a chegarem na sala de aula e se depararem com algo que não esperavam, por exemplo, crianças que gritam, que desobedecem, que se batem, se mordem, e diante de tantas dúvidas sobre como agirem eles logo pensam estarem na profissão errada.
 Para que tais dúvidas não façam parte da vida dos educadores, o ambiente de discussão e reflexão que a faculdade proporciona é o essencial, para que vejamos as crianças não como ideais mas sim como crianças reais, aquelas que desobedecem, se batem, se mordem, o diferencial é que quando isso ocorrer em sala de aula o educador tenha consciência de que por vezes é necessário que a criança morda, pois está na fase oral onde tudo o que está ao redor é levado à boca, desde que não seja o amigo, o olhar do educador é fundamental para que não crie pre-conceitos com as crianças e nem crie titulos para elas como chatos, feios, dentre outros que tantas vezes vemos presentes em sala de aula.
O educador diante de tantas diversidades deve ter um olhar ideal para a infância e para tudo o que essa fase tão agradavel pode e deve proporcionar às crianças.
Nossas crianças podem sim ser "bailarinas", ou seja crianças perfeitas, desde que se leve em conta todo o processo pelo qual elas passaram, pois a "bailarina" nada mais é que o resultado final do processo. Ou, melhor do que ser bailarina é ser simplesmente criança!!!
                                                                                            Glenda Santana

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

REFLETINDO SOBRE A GEOGRAFIA

A alfabetização geográfica por vezes é confundida com o fazer leituras de mapas, decorar os nomes dos rios, estados e capitais; mas o ensino da geografia vai muito além, e requer uma reflexão sobre o “ensinar a ler o mundo”. Mas este termo não é muito comum a nós, pois tendemos a ensinar de acordo com o que nos foi ensinado na escola, que são conteúdos sistemáticos que não tem significado na vida do aluno, e torna-se uma educação que vise apenas a reprodução.
A geografia tem a função de abranger conteúdos além da sala de aula, mostrando aos alunos a leitura do espaço, da vida, do cotidiano, afim de que o aluno se torne um ser reflexivo e critico quanto a sua realidade.
Gramsci nos mostra que a prática sem a teoria tende a alienação e a repetição, e a teoria com a prática tende a contemplação e a idealização. E é por isso que nós futuros pedagogos devemos repensar o ensino buscando não sermos técnicos em pedagogia, pensando apenas na prática, nem só teóricos, devemos pensar criticamente, para que o eixo que há entre a teoria e a prática nos leve a novas teorias e novas práticas.
O ambiente escolar que iremos atuar contempla a todo o momento questões voltadas a hegemonia e a reprodução cultural, visto que as escolas são usadas para transmitir idéias culturais que são marcas da influência das classes sociais dominantes ou governantes.
O capitalismo tem sufocado as pessoas e sua cultura, tornando o cidadão em consumidor, que têm direitos somente se ele for um “bom pagador”. Cada vez mais estamos voltados aos avanços tecnológicos e as inovações que vêm surgindo, e estamos nos alienando, sem nos preocuparmos com a saúde, a educação, a política e a econômia. O capitalismo nos torna egoístas e individuais, só pensamos no bem próprio, e não no coletivo.
Mas a mudança deve vir de baixo, das camadas em massa que são as alienadas, e segundo Milton Santos essa história só mudará se essa população utilizar o seu grande potencial revolucionário.
E se a mídia e as outras fontes de informações estão a serviço do capitalismo, cabem a nós futuros professores provocar em nossos alunos a ação reflexiva, que os fará refletir sobre a realidade em que vivem. O papel do pedagogo diante dessas questões é conduzir os alunos a autonomia, educando-os para a cidadania, para a luta de seus direitos, levando-os a repensar a sua realidade, a globalização geral e os valores pelo qual estamos expostos a todo o momento.
Por: Glenda Santana e Thalita Jenifer

Memórias do Silencio


Durante minha formação escolar, percebia que ao longo do desenvolvimento das matérias tradicionais eu tinha a sensação de rever o mesmo conteúdo do ano anterior e por vezes era assim mesmo, tinham pequenas alterações pra ficarem de acordo com a faixa de ensino, mas ainda assim parecia sempre à mesma coisa. Infelizmente é o que tenho em minha memória, uma educação sem muito dinamismo e poucas articulações nos temas, tornando o ensino maçante e repetitivo, uma pena! Pois ir a escola, construir saberes e conhecimento real e verdadeiro, antes de qualquer coisa deve ser um ato de prazer e iniciativa.
Em se tratando da Historia do Brasil, a falta de articulação é ainda pior, os conteúdos por vezes eram mera reproduções do que continham nos livros didáticos, eram as mesmas figuras: a chegada dos portugueses em grandes embarcações, escravos negros sendo açoitados, índios sendo catequizados etc. lembro-me de quando chegavam as datas comemorativas, certa vez foi quando o Brasil completara 500 anos de seu “descobrimento”, foi uma “baita” comemoração, todos empolgados na escola, os portugueses eram heróis cantávamos musiquinhas que diziam isso de forma sutil, a mídia ajudou muito nesta “louvável” comemoração, mas não me lembro de reflexões profundas e provocativas e discussões a respeito do que realmente aquilo significava ou, o que era o outro lado da moeda; como crianças achávamos tudo aquilo divertido mas depois não fazia sentido algum.
Aqui vai um exemplo resumido do que foi para mim o ensino de História do Brasil: “... os portugueses descobriram o Brasil no ano de 1500 e os índios foram colonizados pelos portugueses e catequizados pelos padres jesuítas (...) e ai para dar conta da demanda do trabalho nas fazendas que se constituíram, trouxeram os negros da África em navios para o Brasil e aqui eram escravos e trabalhavam pra ter comida (...) muitos anos depois a “heroína” princesa Isabel assinou um documento que abolia a escravidão e assim eles foram libertos (..) Fim”, e o que vem depois? O que aconteceu com os escravos que foram libertos? Para onde eles foram? E os índios? Estavam a onde quando isto aconteceu? Tiveram participação? Essas perguntas não foram respondidas. Descrevi de uma forma irônica o que foi esse ensino, mas que a realidade não está tão longe desta ironia, e o mais interessante é que sequer havia espaço para duvidas e questionamentos, e olha que na minha cabecinha eram muitas do tipo: quem foi o “cara” que pintou isso? Como ele conseguiu? Ele era do Brasil? Porque só as crianças indígenas estão com o padre? E as crianças que tem a mesma cor que eu, onde elas estão? Porque as mulheres negras estão com rostos tão tristes, não vejo sorriso?eles estão sempre bravos? Será que os negros são maus?, pois é, eram exatamente essas as duvidas que surgiam e tantas outras, mas acabava não expondo por achar as aulas um habito corriqueiro e normal; os anos passavam e ficava por isso mesmo, mas o engraçado é que sempre que surgia o assunto tinha um mosquitinho da duvida me beliscando.
Enfim, entrar no curso de pedagogia e fazer parte de uma educação mais humanista foi uma escolha primordial, as discussões e reflexões abriram o campo critico e compreensivo de minha mente e eu consegui fazer um resgate em minha memória e analisar cada item crescendo ainda mais a vontade de fazer diferente ante as possibilidades que as reflexões trazem e ampliar os horizontes, os negros antes de serem trazidos a força faziam parte de uma pátria, uma nação e tinham cidadania, costume, uma historia, uma vida, antes da chegada dos portugueses as terras tupiniquins já eram habitadas pelos índios na verdade foi uma invasão, e que uma assinatura quase que forçada não é suficiente pra tornar alguém herói, por que apesar de abolir a escravidão sequer deram oportunidades para que os negros se reconstituíssem como cidadãos por causa da barreira do preconceito trazendo serias conseqüências sociais ao longo da história.
Isto e muitas outras questões devem fazer parte de um currículo de ensino, de um plano de aula bem elaborado, trazendo as possibilidades de mudança começando por mim e por cada um ampliando a visão e compreensão, quebrando o silencio das duvidas e questionamentos e “alargando as fronteiras” (Paulínia).
Fica aqui minha humilde reflexão e que não para por aqui, pois ainda há muito a ser construído e melhorado, deixo também uma dica de literatura “O Rei Preto de Ouro Preto” autor: Silvia Orthof, muito interessante é ótimo para todas as faixas de idade e para adultos também, vale a pena.                                                                                                 
                                                                                                                                 Por:  Keila Soares  

terça-feira, 15 de novembro de 2011

UM ENCONTRO COM MILTON SANTOS


                O Prof. Dr. Milton Santos (Milton de Almeida Santos ou Milton Almeida dos Santos), nasceu em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, no dia 03 de Maio de 1926. Geógrafo e livre pensador brasileiro, homem amoroso, afável, fino, discreto e combativo, dizia que a maior coragem, nos dias atuais, é pensar, coragem que sempre teve. Doutor honoris causa em vários países, ganhador do prêmio Vautrin Lud, em 1994 ( o prêmio Nobel da geografia), professor em diversos países (em função do exílio político causado pela ditadura de 1964), autor de cerca de 40 livros e membro da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, entre outros.
                   O Prof. Milton Santos formou-se em Direito no ano de 1948, pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), foi professor em Ilhéus e Salvador, autor de livros, que surpreenderam os geógrafos brasileiros e de todo o mundo, pela originalidade e audácia: "O Povoamento da Bahia" (48), "O Futuro da Geografia" (53), "Zona do Cacau" (55) entre muitos outros. Em 1958, já voltava da Universidade de Estrasburgo, da França, com o doutorado em Geografia, trabalhou no jornal "A Tarde" e na CPE (Comissão de Planejamento Econômico-BA), precursora da Sudene, foi preso em 1964 e exilado. Passou o período entre 1964 a 1977 ensinando na França, Estados Unidos, Canadá, Peru, Venezuela, Tânzania; escrevendo e lutando por suas idéias. Foi o único brasileiro e receber um "prêmio Nobel", o Vautrin Lud, que é como um Nobel de Geografia. Outras de suas magistrais obras são: "Por Uma Outra Globalização" e "Território e Sociedade no Século XXI" (editora Record) . Milton Santos, este grande brasileiro, morreu em São Paulo-SP, no dia 24 de Junho de 2001, aos 75 anos, vítima de câncer.



               Destacamos o documentário "O mundo Global Visto do Lado de Cá", filme produzido pela cineasta brasileiro Silvio Tendler onde ele realiza uma entrevista com o geógrafo Milton Santos, quatro meses antes de sua morte.

             O filme nos leva a refletir sobre as injustiças do capitalismo no mundo e no nosso país, nos levando a criar uma consciência crítica sobre tudo que a globalização tem imposto à todos nós diante de um mundo em processo acelerado de transformação.
Este documentario proporcionou refletir sobre como vemos o mundo, qual a nossa perspectiva, ou se estamos apenas expostos aquilo que nos é imposto.
 Este documentario traz inumeras contribuições acerca do estudo para a alfabetização geografica,em como podemos refletir sobre nosso contexto historico/social, se nem ao menos conhecemos a realidade que estamos vivendo? O documentario nos mostra as inumeras realidades tanto do nosso pais, como o de outros, e como isso se reflete em nosso cotidiano.
As lutas socias pelas quais as pessoas enfrentam, nem sempre nos são apresentadas pela midia, que por inumeras vezes ou quase sempre se preocupam apenas em embelezar a situação e aborda-la do seu ponto de vista visando seus interesses.
Enfim, refletirmos sobre o mundo em que vivemos não requer apenas estudos, é mais do que isso, é olharmos as situações não de um ponto de vista massificado, mas sermos capazes de reconhecer a verdadeira realidade e não convivermos com um futuro "possivel", mas estarmos prontos a muda-lo.
Acesso em 15 de Outubro de 2011




Por: Claudineia Alves da Costa e Glenda Santana



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Diversidade Linguística

A música "Zaluzejo" do grupo O Teatro Mágico  fala em sua letra sobre as variações linguísticas existentes no nosso país e as discriminações que as pessoas sofrem por não falarem a forma culta padronizada pela nossa sociedade
Como educadores, esta música nos remete à refletirmos em como é o ensinar a lingua portuguesa? A principio nos parece fácil respondermos a esta questão porém com o decorrer do processo, começamos a nos interrogar em: Como lidamos com as variações linguisticas, as definimos como erradas, tentamos corrigir o outro ou damos valor à identidade de cada um?
Ensinar a lingua portuguesa não é provocar pré-conceitos, pois quando interferimos na fala do outro, como uma forma errada de se expressar, isso irá definir como a criança construirá seu processo de aprendizagem. Os educadores devem manter uma postura includente, valorizando cada ser, cada diversidade que a sala de aula nos proporciona, ao assumirmos estas posturas e atitudes tornamos a sala de aula em um espaço melhor, onde lidamos com o outro de forma humana e igualitária.
As relações que são estabelecidas quando abordamos tal assunto em sala de aula entre professor/aluno de forma includente nos faz no papel de (futuros) educadores segundo Paulo Freire já dizia "Ser mais". 

Deixo como reflexão uma frase presente na música:
 "Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz!"


                        Fonte:  Youtube.com / Acesso em 14 de Outubro de 2011
                        Link: http://www.youtube.com/watch?v=PWykmQ1oe90&feature=player_embedded


Claudinéia Alves da Costa e Glenda Santana

Pedagogia Empreendedora

                    Visando a melhoria da classe trabalhadora nos aspectos intelectual, moral e físico, surge nos anos 70 a pedagogia empresarial, que tem por objetivo ajudar os trabalhadores com as dificuldades encontradas por eles dentro da empresa, que já não estavam atendendo às demandas do mercado, a partir de um processo de formação profissional dentro do próprio local de trabalho.Com isso a pedagogia deixa de ser restrita a apenas espaços e ambientes escolares, dando segmentos á outras formas de ensino/aprendizagem.

                 O pedagogo busca trabalhar com a formação do sujeito, a identidade profissional, para isso ele tem que conhecer bem o lugar em que ele está inserido, visando encontrar as falhas e trabalhar sempre com o foco no crescimento pessoal dos funcionários, viabilizando o trabalho coletivo e  proporcionado atividades onde os trabalhadores possam mostrar suas habilidades, como por exemplo os jogos cooperativos onde o intuito é promover a socialização, ensinando a trabalhar em parceria, tendo como objetivo gerar mudanças no comportamento das pessoas de modo que estas melhorem tanto a qualidade da sua atuação profissional quanto pessoal.

 Portanto, segundo Chiavenato: 
      Desenvolver pessoas não é apenas dar-lhes informação para que elas aprendam novos conhecimentos, habilidades e destrezas e se tornem mais eficientes naquilo que fazem. É, sobretudo, dar-lhes a formação básica para que elas aprendam novas atitudes, soluções, idéias, conceitos e que modifiquem seus hábitos e comportamentos e se tornem mais eficazes naquilo que fazem. Formar é muito mais do que simplesmente informar, pois representa um enriquecimento da personalidade humana. (1999, p. 290).

                    Muitas empresas já reconhecem a importância de um pedagogo dentro desse espaço e veem significantemente as melhorias proporcionadas por esse trabalho onde, para elas a vantagem é manter os funcionários bem qualificados, motivando-os a crescer e produzir mais dentro do local de trabalho, e também na vida pessoal. 
Deixo um vídeo como reflexão de que podemos construir empresas onde se tenha senso crítico para estar sempre mudando, transformando e planejando, sempre em prol do crescimento pessoal e intelectual de seus funcionários.

                                                            Claudinéia Alves da Costa

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vida Maria






A partir da observação e análise do vídeo “VIDA MARIA”, chegamos à compreensão de que o processo de educação de uma pessoa  não está ligado apenas ao ensino que esta adquire dentro da escola, mas à maneira como ela vive, desde que nasce, nas relações e aprendizados que têm com as pessoas e com o  seu meio social, através da vivência de situações práticas, passadas através das gerações.Também a forte ação que esta educação exerce sobre elas. 
Para valorizar a importância e a força que essa educação tem na vida destas pessoas, o vídeo mostra o interesse e o desejo de alguns membros da família de Maria pelo  ensino, quando estes começam  a aprender a ler e escrever por sua própria conta e até mesmo escondido. Isto também é algo que se repete dentro da família, mas ao perceber a distância que existe entre  ensino  e a realidade em que vivem, acabam desistindo. 
É claro que para se oferecer  ensino a estas pessoas, é  relevante valorizar essa educação construída por eles ao longo de suas vidas, pois só através da relação que fizerem  entre aquilo que faz parte das suas experiências e os conteúdos oferecidos pela escola, poderão encontrar significado essa nova construção.Também  é preciso levar em conta as características do lugar em que vivem, seus costumes, sua cultura, etc.
A representação de um pequeno trecho da vida de “Maria”, nos dá  a compreensão da situação de todas as mulheres que são discriminadas e excluídas  na sociedade, através dos tempos e a maneira como são silenciadas, sem o direito de manifestar nenhum tipo de reação às opressões que sofrem.  E não é no silêncio que as pessoas  se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão. 
E não podemos dizer que se trata de conformismo da parte delas, mas sim da negação por parte da sociedade, dos seus  direitos  básicos; direitos esses que desconhecem totalmente. 

Paulina Silveira

Rubens Alves - O Prazer da leitura

Alfabetizar é ensinar a ler. A palavra alfabetizar vem de “alfabeto“. “Alfabeto“ é o conjunto das letras de uma língua, colocadas numa certa ordem. É a mesma coisa que “abecedário“. A palavra “alfabeto“ é formada com as duas primeiras letras do alfabeto grego: “alfa“ e “beta“. E “abecedário“, com a junção das quatro primeiras letras do nosso alfabeto: “a“, “b“, “c“ e “d“. Assim sendo, pensei a possibilidade engraçada de que “abecedarizar“, palavra inexistente, pudesse ser sinônima de “alfabetizar“...

“Alfabetizar“, palavra aparentemente inocente, contém uma teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendo-se as letras do alfabeto. Primeiro as letras. Depois, juntando-se as letras, as sílabas. Depois, juntando-se as sílabas, aparecem as palavras...

E assim era. Lembro-me da criançada repetindo em coro, sob a regência da professora: “be a ba; be e be; be i bi; be o bo; be u bu“... Estou olhando para um cartão postal, miniatura de um dos cartazes que antigamente se usavam como tema de redação: uma menina cacheada, deitada de bruços sobre um divã, queixo apoiado na mão, tendo à sua frente um livro aberto onde se vê “fa“, “fe“, “fi“, “fo“, “fu“... (Centro de Referência do Professor, Centro de Memória, Praça da Liberdade, Belo Horizonte, MG.)

Se é assim que se ensina a ler, ensinando as letras, imagino que o ensino da música deveria se chamar “dorremizar“: aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas e a música aparece! Posso imaginar, então, uma aula de iniciação musical em que os alunos ficassem repetindo as notas, sob a regência da professora, na esperança de que, da repetição das notas, a música aparecesse...

Todo mundo sabe que não é assim que se ensina música. A mãe pega o nenezinho e o embala, cantando uma canção de ninar. E o nenezinho entende a canção. O que o nenezinho ouve é a música, e não cada nota, separadamente! E a evidência da sua compreensão está no fato de que ele se tranquiliza e dorme – mesmo nada sabendo sobre notas! Eu aprendi a gostar de música clássica muito antes de saber as notas: minha mãe as tocava ao piano e elas ficaram gravadas na minha cabeça. Somente depois, já fascinado pela música, fui aprender as notas – porque queria tocar piano. A aprendizagem da música começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o conhecimento das partes.

Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. “Erotizada“ – sim, erotizada! – pelas delícias da leitura ouvida, a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.

No primeiro momento as delícias do texto se encontram na fala do professor. Usando uma sugestão de Melanie Klein, o professor, no ato de ler para os seus alunos, é o “seio bom“, o mediador que liga o aluno ao prazer do texto. Confesso nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise sintática. Não foi nelas que aprendi as delícias da literatura. Mas me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não eram aulas. Eram concertos. A professor lia, interpretava o texto, e nós ouvíamos extasiados. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o ouvi. E o bom era que não havia provas sobre aquelas aulas. Era prazer puro. Existe uma incompatibilidade total entre a experiência prazerosa de leitura – experiência vagabunda! – e a experiência de ler a fim de responder questionários de interpretação e compreensão. Era sempre uma tristeza quando a professora fechava o livro...

Vejo, assim, a cena original: a mãe ou o pai, livro aberto, lendo para o filho... Essa experiência é o aperitivo que ficará para sempre guardado na memória afetiva da criança. Na ausência da mãe ou do pai a criança olhará para o livro com desejo e inveja. Desejo, porque ela quer experimentar as delícias que estão contidas nas palavras. E inveja, porque ela gostaria de ter o saber do pai e da mãe: eles são aqueles que têm a chave que abre as portas daquele mundo maravilhoso! Roland Barthes faz uso de uma linda metáfora poética para descrever o que ele desejava fazer, como professor: maternagem: continuar a fazer aquilo que a mãe faz. É isso mesmo: na escola, o professor deverá continuar o processo de leitura afetuosa. Ele lê: a criança ouve, extasiada! Seduzida, ela pedirá: “Por favor, me ensine! Eu quero poder entrar no livro por conta própria...“

Toda aprendizagem começa com um pedido. Se não houver o pedido, a aprendizagem não acontecerá. Há aquele velho ditado: “É fácil levar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencer a égua a beber“. Traduzido pela Adélia Prado: “Não quero faca nem queijo. Quero é fome“. Metáfora para o professor: cozinheiro, Babette, que serve o aperitivo para que a criança tenha fome e deseje comer o texto...

Onde se encontra o prazer do texto? Onde se encontra o seu poder de seduzir? Tive a resposta para essa questão acidentalmente, sem que a tivesse procurado. Ele me disse que havia lido um lindo poema de Fernando Pessoa, e citou a primeira frase. Fiquei feliz porque eu também amava aquele poema. Aí ele começou a lê-lo. Estremeci. O poema – aquele poema que eu amava – estava horrível na sua leitura. As palavras que ele lia eram as palavras certas. Mas alguma coisa estava errada! A música estava errada! Todo texto tem dois elementos: as palavras, com o seu significado. E a música... Percebi, então, que todo texto literário se assemelha à música. Uma sonata de Mozart, por exemplo. A sua “letra“ está gravada no papel: as notas. Mas assim, escrita no papel, a sonata não existe como experiência estética. Está morta. É preciso que um intérprete dê vida às notas mortas. Martha Argerich, pianista suprema (sua interpretação do concerto n. 3 de Rachmaninoff me convenceu da superioridade das mulheres...) as toca: seus dedos deslizam leves, rápidos, vigorosos, vagarosos, suaves, nenhum deslize, nenhum tropeção: estamos possuídos pela beleza. A mesma partitura, as mesmas notas, nas mãos de um pianeiro: o toque é duro, sem leveza, tropeções, hesitações, esbarros, erros: é o horror, o desejo que o fim chegue logo.

Todo texto literário é uma partitura musical. As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele domina a técnica, se ele surfa sobre as palavras, se ele está possuído pelo texto – a beleza acontece. E o texto se apossa do corpo de quem ouve. Mas se aquele que lê não domina a técnica, se ele luta com as palavras, se ele não desliza sobre elas – a leitura não produz prazer: queremos que ela termine logo. Assim, quem ensina a ler, isto é, aquele que lê para que seus alunos tenham prazer no texto, tem de ser um artista. Só deveria ler aquele que está possuído pelo texto que lê. Por isso eu acho que deveria ser estabelecida em nossas escolas a prática de “concertos de leitura“. Se há concertos de música erudita, jazz e MPB – por que não concertos de leitura? Ouvindo, os alunos experimentarão os prazeres do ler. E acontecerá com a leitura o mesmo que acontece com a música: depois de ser picado pela sua beleza é impossível esquecer. Leitura é droga perigosa: vicia... Se os jovens não gostam de ler, a culpa não é deles. Foram forçados a aprender tantas coisas sobre os textos - gramática, usos da partícula “se“, dígrafos, encontros consonantais, análise sintática –que não houve tempo para serem iniciados na única coisa que importa: a beleza musical do texto literário: foi-lhes ensinada a anatomia morta do texto e não a sua erótica viva. Ler é fazer amor com as palavras. E essa transa literária se inicia antes que as crianças saibam os nomes das letras. Sem saber ler elas já são sensíveis à beleza. E a missão do professor? Mestre do kama-sutra da leitura...
 
 
Disponivel em:http://www.rubemalves.com.br/oprazerdaleitura.htm
Acessado em: 09/11/2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

RESENHA:

 AVENTURA PEDAGÓGICA

"Educar é sempre uma aposta no outro. Ao contrário do ceticismo dos que querem "ver para crer", costuma-se dizer que o educador é aquele que buscará sempre "crer para ver". De fato, quem não apostar que existem nas crianças e nos jovens com quem trabalhamos qualidades que, muitas vezes, não se fazem evidente nos seus atos, não se presta verdadeiramente, ao trabalho educativo." (Antonio Carlos Gomes da Costa).


No livro Aventuras pedagógicas, Antônio Carlos Gomes da Costa, traz relatos da sua experiência e vivência na Fundação Estadual do Bem-Estar de Minas Gerais feminina, que atende crianças e adolescentes infratoras. São relatos das atividades pedagógicas ali realizadas, em contraponto a todas as dificuldades que ocorrem naquele espaço. O livro é um diário onde ele escreve sobre as práticas exercidas na Fundação, pelos educadores e pelas educandas, aonde ele vai fazendo análises e questionamentos sobre todo o processo de ensino aprendizagem.
Trago neste artigo, considerações e reflexões sobre três capítulos, que demonstram claramente como se dá a educação para com essas meninas, são eles: Educação, Tempo e Liberdade.
A proposta que Antônio Carlos traz em seu trabalho é uma educação diretiva, critica e democrática, ou seja, as relações de poder são delimitadas de forma clara, onde tanto educadores como educandas reconhecem seus direitos e deveres, mas ao mesmo tempo há democracia no sentido de que ambas as partes têm voz no âmbito educacional e têm espaço par colocarem seus pontos de vista.

Para nós, educar é criar espaços para que o educando, situado organicamente no mundo, empreenda, ele próprio, a construção de seu ser em termos individuais e sociais.(p. 63)

O educador deve criar os espaços e as condições para que o aprendizado e a educação aconteçam, articulando espaço, tempo, coisas e pessoas, para que o educando cada vez se assuma como sujeito responsável e com compromisso. O educando deve ser possibilitado a contextualizar-se, se distanciando criticamente das circunstancias determinantes que ele viveu antes de estar no espaço educacional da FEBEM, tornando-se autor do seu processo de aprendizagem, e não simplesmente ator. Antonio Carlos ressalta que: “ O papel do educando é educar-se e o do educador é ajuda-lo nessa tarefa” (p. 64)
Na Fundação, eles não trabalham com o método de que se o jovem caiu ele deve levantar-se sozinho, pois dessa maneira o educando perde o foco, pois passa a maior parte do tempo se culpando, criando assim dificuldade de avançar e de confiar em si mesmo. Quando o jovem consegue enxergar sua realidade de forma critica, ele trabalha melhor seu sentimento de culpa e os outros sentimentos que o cercam, permitindo-se superar as posturas que por vezes lhes foram impostas pela sociedade.

Tínhamos de falar primeiro pelos atos, para, depois, falar pelas palavras.(...) Substituir parcialmente o discurso das palavras pelo curso concreto dos acontecimento.(p. 66)

Outra característica da prática pedagógica aderida pela Fundação, foi a criação de acontecimentos que levassem para as alunas a mensagem pedagógica que queria ser transmitida, pois com o tempo, foi-se percebendo que as meninas davam mais atenção para as atitudes mostradas do que simplesmente falada, e quando isso foi constatado, iniciou uma nova forma de trabalho, onda tinham festas, assembléias, organização da biblioteca, e tantas outras atividades que levavam as meninas a criarem responsabilidade e compromisso com a educação e ao mesmo tempo as divertia, sem precisar que isso fosse falado o tempo todo, e a partir de então o diálogo se tornou possível.
Vale ressaltar e lembrar, que as meninas de quem falamos, eram meninas infratoras, mas que nem por isso são rotuladas dessa forma, pois se acredita que não se deve supervalorizar o passado dessas alunas para explicar o presente e o futuro, e sim que o passado deve apenas ser compreendido pelo educador para que este não venha exigir das meninas algo antes de compreender a sua situação já vivida. As meninas são vistam como um conjunto de potencialidades, que são consideradas pelo que podem ser, e não pelo que foram.
Quanto à liberdade, Antonio Carlos deixa claro que as exigências, normas, deveres e até as punições são necessárias, pois é preciso se estabelecer delimitações. Quando ele se refere a liberdade, deixa claro que a hierarquia e as relações de poder existem, o educador tem um poder sobre sua sala, pois ele deve a conduzir, mas essas relações não acontecem de forma autoritária, e os educandas tem vez e voz para se colocarem e fazerem valer o seu ponto de vista. A relação entre educador-educando deve ser compreendida, e cada um deve saber seus direitos e deveres.
Essa liberdade foi construída entre os educadores e as educandas, e par isso foi preciso dois aspectos importantes: ousadia e precaução.
Ousar, quando confiavam às meninas o direito de ir e vir, participar da vida da cidade, saírem a noite, namorar e ter amizade entre os rapazes da comunidade, para que elas desenvolvessem a vida afetiva. Mas por outro lado tiveram que criar o Guia da Educanda, que continha normas e regras a serem cumpridas, introduzi-las nas reuniões e assembléias para resolução de problemas, para que elas fossem criando a liberdade em conjunto com o educador.
Os relatos que o autor traz no livro, nos fazem refletir sobre nossa futura prática dentro de sala de aula, e isso é uma necessidade constante. Os relatos são de uma FEBEM, mas trazem considerações importantes sobre qualquer prática pedagógica, em qualquer ambiente educacional, pois independente de onde vamos exercer nossa função de educador, sempre encontraremos a diversidade de culturas e de realidade entre os alunos, e lidar com isso não é um tarefa fácil, mas devemos romper com modelos excludentes e discricionários que sociedade e a mídia impõem, e buscar uma educação que atenda a todas as necessidades.

THALITA JENIFER DE MELO


Referência:

COSTA, Antônio Carlos da. Aventura Pedagógica. Editora Columbia Cultural. 1990. 150 pg.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fordismo, Taylorismo, Toyotismo

A partir do surgimento da revolução industrial que se viu a necessidade de novos sistemas de produção, devida ao aumento da demanda do mercado as empresas procuraram meios de se organizarem, a partir disto surgiram os sistemas Taylorista, Fordista e Toyotista.
O sistema Taylorista surgiu logo após a revolução industrial com sua principal caracteristica voltada a organização do trabalho, tendo em mente a ideia de aproveitar melhor o tempo de cada funcionario, exigindo que dessem o melhor de si evitando o esperdicio de tempo e de materia prima.
Logo após temos o sistema Fordista que e baseava em dividir as funções dentro de uma fabrica, sendo duas estas divisões: a do planejamento e a da execução, Henry Ford buscou a partir deste pensamento não somente realizar estas divisões mas tambem cercar-se dos melhores profissionais para planejar sua industria e administra-la, dessa forma surgem as fabricações em serie.
Já no sistema Toyotista vemos um gerenciamento que visa otimizar a organização do trabalho de forma a atender as necessidades do cliente no menor prazo possivel. este sistema visa tambem envolver toda a empresa no processo d eprodução integrando todas as areas, fazendo com que gere um sistema de produção enxuta, o sitema Toyotista preve dessa forma a eliminação completa de toda e qualquer perda.
vemos que ambos os sistemas foram revolucionarios em sua epoca, mas tambem o são hoje pois ainda vemos estes sistemas sendo muito utilizados hoje em dias em grandes empresas. 

Pensando nestes sistemas à partir da pedagogia vemos que não lidamos com teorias e práticas, mas sim com  pessoas e como elas realmente são e não devemos ve-las como "quantidades" que simplesmente produzem e,  pensar no ser humano faz toda a diferença para que se sintam parte do processo e tambem que sejam respeitados em suas diferenças e dificuldades.
                                                                            Glenda Santana

A intolerância na sociedade




A sociedade está cada mais intolerante. A falta de respeito ao próximo e aos valores de uma relação humana estão aparecendo cada vez mais e deixando grandes marcas na vida e na história de muita gente.
A imagem acima mostra uma pichação feita em um muro de escola de educação infantil, no bairro do Limão em São Paulo. A diretora, Cibele Racy, conta em entrevista ao site Em Movimento, que a pichação é uma reação às ações afirmativas, pela igualdade racial, desenvolvida desde o início do ano entre os alunos. A escola estava com um projeto sobre a cultura da África, e todas as atividades da escola estavam voltadas a isso: festa junina com temas africanos, trabalhos com musicas e instrumentos africanos, passeata no dia na consciência negra com pais e alunos. Diz a diretora que os pais estavam gostando muito da iniciativa, mas que acredita que tocar em uma ferida como as questões étnicas, traz também a reação daqueles que não conseguem respeitar o outro como um cidadão pertencente aos mesmos direitos.
Na frase: ”Vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas”, e com o símbolo da suástica, é possível ver um preconceito relativo às questões étnicas e culturais, onde se declara que só as crianças brancas têm direito a um futuro e a uma educação.
Essas concepções de pureza na raça, onde só os brancos são valorizados, trouxeram muitas guerras e mortes. Para defender suas ideias os fascistas utilizavam-se e ainda utilizam-se da violência física e moral. Para esse grupo, só os brancos são considerados homens valentes e merecedores do poder. Negros, índios, judeus, pacifistas e defensores da não violência são odiados, e por muitas vezes vitimas dos ataques.
Se continuarmos assim, o medo e as revoltas vão dominar a sociedade cada vez mais, e logo não se poderá sair de casa. É preciso compreender que somos todos seres humanos, todos temos parte na Declaração dos Direitos Humanos, temos os mesmos direitos. Não há melhor capacidade definida pela cor, raça, origem, cultura, religião ou qualquer outra classificação. Cada um de nós tem particularidades, individualidades, valores morais e espirituais que são próprios de cada um, e essas diferenças devem ser respeitadas. O egoísmo tem tomado conta de nossos dias, e já não enxergamos mais o outro com amor, vemos o outro sempre como um inimigo que temos que vencer, isso vem de outro fator que é a competição causada pelo sistema capitalista, onde um sempre tem que superar o outro para alcançar o ‘status’.
Como futura educadora, coloco minha esperança na minha prática e nas práticas dos meus colegas de pedagogia, pois acredito em uma educação que não coloque em
relevância o poder de alguns povos e menospreze a cultura e a vida de outros. A iniciativa dessa escola onde o muro foi pichado foi de extrema importância, e já é um começo para a mudança. É claro que haverá reações, mas se olharmos na história de toda a sociedade vemos que não houve vitória de uma classe social sem reações contrárias. Essas reações devem servir como o “gás” para que continuemos a trabalhar mais e mais nesse objetivo, pois se estamos incomodando é porque estamos conseguir tocar as pessoas.
Um artigo publicado na internet sobre a intolerância diz: “Não há como construir uma sociedade democrática e justa para todos, se nossos conceitos tiverem como parâmetro estrutural a intolerância. E a educação é o esteio capaz de assegurar que os educandos de hoje sejam os cidadãos fraternos e progressistas do amanhã”.
Cabe a nós, futuros educadores, formar esses cidadãos fraternos e progressistas, no intuito de amenizar essa intolerância e esse desrespeito ao outro. Não é uma tarefa fácil e sim uma caminhada árdua, com muitos obstáculos, mas se nós nunca começarmos, nunca teremos a esperança de um dia alcançarmos.
                                                Thalita Jenifer de Melo


Referencias:
Imagem - http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/10/muro-de-escola-na-zona-norte-de-sp-e-pichado-com-frase-racista.html
Entrevista - disponível em: http://www.dmptsp.org.br/news/1208-crime-racial-pichacao-em-emei-pode-ser-reacao-a-projeto-pedagogico.html. Acessado em: 27 de outubro de 2011 ás 9h00
Citação de artigo - Artigo publicado na Revista Bula e no portal da Associação dos Professores de São Paulo. Antônio Carlos dos Santos - criador da metodologia de Planejamento Estratégico Quasar K+ e da tecnologia de produção de Teatro Popular de Bonecos Mané Beiçudo. acs@ueg.br. Disponivel em: http://culturaeducacao.blogspot.com/2007/09/intolerncia-racial-e-social.html


Texto para Reflexão: Quando é o outro
Quando o outro não faz é preguiçoso.
Quando você não faz... está muito ocupado.
Quando o outro fala é intrigante.
Quando você o fala... é crítica construtiva.
Quando o outro se decide a favor de um ponto, é "cabeça dura".
Quando você o faz... está sendo firme.
Quando o outro não cumprimenta, é mascarado.
Quando você passa sem cumprimentar... é apenas distração.
Quando o outro fala sobre si mesmo, é egoísta.
Quando você fala... é porque precisa desabafar.
Quando o outro se esforça para ser agradável, tem uma segunda intenção.
Quando você age assim... é gentil.
Quando o outro encara os dois lados do problema, está sendo fraco.
Quando você o faz... está sendo compreensivo.
Quando o outro faz alguma coisa sem ordem, está se excedendo.
Quando você faz... é iniciativa.
Quando o outro progride, teve oportunidade.
Quando você progride... é fruto de muito trabalho.
Quando o outro luta por seus direitos, é teimoso.
Quando você o faz... é prova de caráter.
Disponível em: http://salvemaria.sites.uol.com.br/eskisito.htm